sexta-feira, 13 de março de 2009

Asas

Um afago que tende para o centro do corpo, planta em movimento. Os dedos tocam, afagam. Despertam, esfregam delicadamente. E todo o corpo é esse movimento:
em torno, em volta, no centro desses lábios de pele fecunda. Cala-se o grito nos pulmões do crepúsculo . São os meus já os teus dedos. Os nossos. É já dia. É já borboleta, larva há muito sublimada. Asas de néctar projectado no sonho, promessa de vida, retrato de luas. Asas de Catarina em Santa Teresa. Óvulo de nós.

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